quinta-feira, 30 de abril de 2009


Um grande amigo

"Boa viagem.
viveu intensamente o seu ideal.
Grande perda.
Participou da vida gremista, do ainda Colégio Estadual e Escola Normal de Ibitinga nos idos dos 65 até os 69.
anos máximos da repressão perpetrado pelo golpe de 64.
Período emblemamático que atinge seu apice 1968.
Quarenta anos depois, 68 continua enigmático, estranho e ambíguo como um adolescente em crise existencial. Ele foi o ano da livre experimentação de drogas. Das garotas de minissaia. Do sexo sem culpa. Da pílula anticoncepcional. Do psicodelismo. Do movimento feminista. Da defesa dos direitos dos homossexuais. Do assassinato de Martin Luther King. Dos protestos contra a Guerra do Vietnã. Da revolta dos estudantes em Paris. Da Primavera de Praga. Da radicalização da luta estudantil e do recrudescimento da ditadura no Brasil. Da tropicália e do cinema marginal brasileiro. Foi, em suma, o ano do “êxtase da História”, para citar uma frase do sociólogo francês Edgar Morin, um dos pensadores mais importantes do século XX. Foi um ano que, por seus excessos, marcou a humanidade. As utopias criadas em 68 podem não ter se realizado. Mas mudaram para sempre a forma como encaramos a vida.
Maia nunca se drogou, não tinha tempo para essas burrices, mas se entregava a leitura, a luta, ao posicionamento político, ao conhecimento.
diziamos na época que era o nosso rebelde favorito."

José Ruy Correa

Postado na comunidade "Ibitinga" no orkut

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